ITAGUAÍ: Capacitação para Elaboração de Laudo Técnico de Vistoria Predial

Aulas serão realizadas nos dias 12, 19 e 20 de agosto, no SENAI; inscrições até o dia 07 de agosto.

Mon, 24 Jul 2017 16:46:00 -0300

Aulas: 12 e 19 de agosto, de 9h às 18h

20 de agosto, de 9h às 13h

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Descrição

Orientar os profissionais na realização da autovistoria predial, apresentando informações técnicas e jurídicas sistematizadas por integrantes da própria equipe de instrutores.

O programa é construído a partir de uma perspectiva multidisciplinar, com ênfase no rigor técnico e na responsabilidade civil requerido por esse tipo de inspeção.

 

Público-alvo

Profissionais graduados em engenharia com registro no CREA-RJ compatível com as atividades a serem exercidas.

 

Investimento

Sócios: R$ 150,00

Não sócios: R$ 400,00 (Profissionais que pagam regularmente a Contribuição Sindical, mas não a contribuição mensal de filiado, não são associados do sindicato.)

Pagamento em até 10x no cartão de crédito ou à vista por meio de boleto bancário.

 

Conteúdo programático

 

INTRODUÇÃO

 

1. Leis: estadual, municipal, decreto e lei federal

 

1.1 A Lei Estadual nº 6400 de 05/03/2013, Lei Complementar nº 126 de 26 de março de 2013 (Institui a obrigatoriedade de realização de vistorias técnicas nas edificações existentes no Município do Rio de Janeiro e dá outras providências); Decreto nº 37.426 de 11/07/2013 e PLS 491/2011 (PL 6014/2013: Determina a realização periódica de inspeções em edificações e cria o laudo de inspeção técnica de edificação).

1.2. Preparando para a compreensão da Lei Federal.

1.3. Conceito e Noções de Engenharia Diagnóstica, com abordagem geral das suas aplicações.

1.4. Conceitos, Definições e Metodologia da Inspeção Predial consoante a norma técnica do Instituto de Engenharia, com detalhamento dos níveis, abordagem técnica do check-list, análises dos graus de risco e tópicos do laudo.

1.5. Análise de Risco, Ordem de Prioridades e Qualidade Predial Total.

1.6. Conceitos e Aspectos Relevantes da Manutenção Predial consoante à doutrina e à norma da ABNT – NBR-5674/99, além de apresentação de aspectos de viabilidade e diagnóstico do sistema de manutenção.

1.7. Estudos de casos.

 

2. Elaboração da ART

2.1 Como elaborar a ART nas diversas modalidades.

 

3. Custo e elaboração da proposta

3.1 Aplicação dos valores e elaboração das propostas.

 

1. ENGENHARIA CIVIL

Estrutura de concreto armado – Inspeção visual para detecção de fissuras, trincas e rachaduras que possam estar correlacionadas à problemas de natureza estrutural ou diretamente ligadas às fundações da edificação; Subsolos – Avaliação do sistema de esgotamento de água de lavagem e drenagem pluvial; avaliação das cortinas laterais e laje de subpressão; Fachadas – Inspeção visual num primeiro momento, com recomendação de instalação de andaimes suspensos para análise detalhada, caso o estado de alteração do revestimento esteja em estágio avançado e que possa oferecer risco iminente de queda em áreas privativas e/ou de uso comum; Esquadrias – Análise unidade por unidade do estado de conservação das esquadrias, que possa oferecer risco de queda em áreas privativas e/ou de uso comum da edificação. Quando for possível. Empenas – Inspeção visual num primeiro momento, com recomendação de instalação de andaimes suspensos para análise detalhada, caso o estado de alteração do revestimento esteja em estágio avançado e que possa oferecer risco iminente de queda em áreas privativas e/ou de uso comum; Marquises – Avaliação do conjunto como um todo, com ênfase em sua drenagem; impermeabilização; reboco inferior; e analise se há sobrecarga no sistema estrutural devido a colocação de letreiros; unidades de condensação de sistemas de ar condicionado; Telhados – Avaliação do madeiramento de sustentação do telhado e do sistema de drenagem das calhas de deságue das águas pluviais, bem como do sistema de fixação de telhas. Hidrossanitárias – Inspeção visual das colunas de esgotamento primário e secundário, principalmente nos pontos de desvio normalmente localizados no pavimento de uso comum ou nas garagens elevadas ou no subsolo.

 

2. ENGENHARIA ELÉTRICA

Instalações elétricas – NBR 5410 – Baixa tensão; NBR 5418 – Instalações a Prova de Explosão. Relatar o tipo de entrada, termos nominais, tipo de medição, tipo de proteção. Categoria e características dos quadros elétricos de entrada e distribuição; sistema do SPDA – sistema de proteção contra descargas atmosféricas conforme preconiza a NBR 5419 da ABNT.

 

3. ENGENHARIA MECÂNICA

3.1 – Elevadores: Casa de Máquinas: Máquina de tração: Cabos de tração e polias; conjunto de freio; cabos de força (elétrico). Limitador de Velocidade: Identificação; contato elétrico; cabo do limitador. Quadro de Comando: Identificação; contactores; relés; placas eletrônicas; proteção do quadro; fusíveis e aterramento. Instalação da Casa de Máquina: chave de força; extintores; luz de emergência e; Intercomunicador; Torre / Caixa e Poço: Limites finais de curso; cabo de compensação; tensor do limitador; Parachoques; Iluminação da torre e botão de emergência; Cabina / estrutura: Aparelho de segurança; cabos de manobra; teste luz de emergência; teste de alarme e intercomunicador e teste de iluminação; Teto: Botoeiras de inspeção e Pavimentos: Fixações e trincos das portas de pavimentos e chave de emergência.

3.1 – Escadas rolantes: quadro de força; iluminações e tomadas dos poços; motor; redutor; freio da máquina; freio auxiliar; aterramentos; pentes superiores e inferiores; entrosamento degraus/pentes superiores e inferiores; corrimões; botões de emergências; iluminação verde superior e inferior; iluminações de degraus superiores e inferiores; comando de subida e descida; folga entre rodapé e degrau; rodapé; tampa do rodapé, corrente de degrau; contato de segurança do rodapé; avisos e advertências; contato de segurança do esteirão e corrente; STOP; contatos das placas pentes, inferiores e superiores; contatos de entrada de corrimões superiores e inferiores; segurança de degrau; balaustradas.

Nota: RIA – Relatório de Inspeção Anual para Elevadores – Apesar da obrigatoriedade por lei de se ter este tipo de relatório. Recomendamos ao Engenheiro realizar a inspeção nos elevadores, visando eliminar qualquer tipo de responsabilidade sobre o equipamento.

3.2 – Ar Condicionado Split e de parede: fixação na fachada e instalações elétricas.

3.3– Instalações de Gás: verificar se a instalação nas unidades é embutida; se existe recorrência de cheiro nas unidades e no quadro de marcadores (PI), se as prumadas externas estão fixadas e identificadas com pintura ou palavra “gás” e se o PI possui ventilação.

Para que os responsáveis pelas inspeções das instalações de gás possam se orientar melhor, deve-se ao início dos trabalhos. Dividiremos uma instalação de gás em 04 (quatro) itens, conforme abaixo:

1 – Ramais alimentadores internos

2 – Abrigos de medidores ou reguladores e centrais de GLP (mencionar a utilização)

3 – Ramificações internas

4 – Aparelhos de consumo de gás e as adequações de ambientes de instalação.

3.3.1 – Aquecedores: local da instalação, verificar chama e tubulações de gás.

3.3.2 – Boilers: instalações elétricas, mencionar a dificuldade devido a estar instalado em local de difícil acesso.

 

4. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Sistemas de prevenção e combate a incêndio. As vistorias em sistemas prediais com foco em segurança devem inspecionar os subsistemas prediais e identificar as anomalias e falhas que podem trazer riscos.

Os principais elementos que formam esse sistema que devem ser inspecionados são:

EXTINTORES: equipamentos de acionamento manual, portátil ou sobre rodas, utilizado para combate ao princípio de incêndio.

HIDRANTES E MANGOTINHOS: dispositivos para combate ao fogo utilizando água do sistema de tubulações e reservatórios específicos. Deveremos observar as condições do barrilete, reserva de incêndio e das válvulas. Dentro dos abrigos: mangueiras, esguicho, chave storz.

HIDRANTE DE RECALQUE TIPO COLUNA E PASSEIO: a localização do dispositivo de recalque sempre deve permitir aproximação da viatura apropriada para o recalque da água, a partir do logradouro público.

CASA DE MÁQUINAS DE INCÊNDIO (CMI): composta de bombas de incêndio, quadros de comando e tubulações, registros, válvulas, pressostatos, destinados a manter a alimentação das tubulações do sistema de combate a incêndio.

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA E ROTAS DE FUGA: as saídas de emergência são formadas por portas corta-fogo, corredores, passagens externas, escadas e rampas.

DETECÇÃO E SINALIZAÇÃO: são compostos de centrais de alarmes, detectores de calor, fumaça, chamas, sirenes e alarmes luminosos.

PRUMADAS E SHAFTS: verificar as condições de vedação para bloqueio de fumaça e chamas por selos corta fogo nos shafts e prumadas de cabos.


 

Professores

 

Luiz Antônio Fonseca Punaro Baratta - Engenheiro Mecânico /Segurança do Trabalho/CREA: RJ – 150592/D - Graduação em Engenharia Mecânica pelo CEFET/RJ; especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UFF;  experiência em trabalhos ferroviários como técnico responsável pela oficina de locomotiva de carga; especialização em Engenharia de Avaliação de Máquinas e Equipamentos pela UFF; especialização em Engenharia Legal e Perícias Judiciais pela UFF; especialização em Transportes Verticais e Escadas Rolantes pelo (NTT); Perito atuante nas comarcas do Tribunal de Justiça (TJ) e de várias varas civis do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Estado do Rio de Janeiro; professor do curso de capacitação em autovistoria ministrado pelo SENGE – Sindicato dos Engenheiros do Rio de janeiro (desde 11/2014) e Coordenador e conselheiro da Câmara de Engenharia Mecânica e Metalurgia do CREA-RJ.

 

Jorge Luiz Bitencourt da Rocha – Engenheiro Eletricista e Engenheiro Operacional Eletrônico. Possui mestrado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1990). Gestor educacional e coordenador da pós-graduação EaD e Presencial da UNISOCISEC -RJ/ES. Professor Adjunto Aposentado do Magistério de Ensino Federal. Professor da Universidade Veiga de Almeida. Professor RTI da Universidade Santa Úrsula, onde é membro do NDE das Engenharias. Presidente da ABEE-RJ. Tem profunda experiência em projetos e serviços na área de Engenharia Elétrica, Tecnologia da Informação, Controle e Automação Predial e Industrial. Áreas de conhecimento: Sistemas Embarcados, Instalações Elétricas, Automação e Controle de Processos e Processamento de Sinais. Consultor Técnico do INTPS. Atividades exercidas: Foi Pró-reitor de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Gama Filho. Atuou como Coordenador Geral nos cursos de graduação na Universidade Estácio de Sá: Engenharia Elétrica, Engenharia Elétrica ênfase Computação e ênfase Telecomunicações; Coordenador de Pós- graduação de Engenharia de Manutenção, Coordenador do curso Politécnico de Instalações Elétrica-Eletrônicas. Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) 1994 a 1996. Membro da CIPA do  Parque Material Aeronáutico do Galeão onde trabalhou como técnico e inspetor Avionics de 1976 a 1987. Professor da Universidade Gama Filho 1986 a 1987 e da UERJ de 1992 a 1996. Coordenador executivo da comissão estadual de Energia e Meio Ambiente do Partido Socialista Brasileiro 2005 a 2006. Chefe da Divisão de Exercício Profissional do Clube de Engenharia 2009 a 2011. Chefe da Divisão de Formação do Engenheiro do Clube de Engenharia 2007 a 2009.  Sócio e Diretor Técnico da Powered Informática. Professor Adjunto aposentado do Quadro Permanente do Magistério de Ensino Superior da Marinha do Brasil, lotado no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk 1988 a 2013.

 

Jorge Luiz Mattos

Engenheiro civil; professor de patologia e do curso de capacitação em autovistoria ministrado pelo CREA e Coordenador e conselheiro da Câmara Especializada de Engenharia Civil do CREA-RJ. Há 30 anos como consultor em projetos na área civil.

 


Observações

Engenheiros e arquitetos são habilitados por lei a assinar os laudos gerais de autovistoria enviados à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Os laudos internos a este, específicos de elétrica, civil, mecânica, gás e incêndio e segurança, só podem ser assinados por profissionais da especialidade correspondente, habilitados no CREA para tal.


- As vagas são limitadas.

- A realização do curso está sujeita à quantidade mínima de matrículas.

- O participante receberá um certificado ao final da atividade.

 

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