Ataques da Prefeitura ao Carnaval do Rio em debate ao vivo, dia 14, às 15h

Soberania em Debate com o tema “O Carnaval do Rio agoniza, mas não morre” entrevista o sociólogo Michel Misse, do bloco Maracangalha, e o carnavalesco Fernando Andrade, do Bloco de Segunda

Quarta, 12 de Fevereiro de 2020, 13:32 h


O Movimento SOS Brasil Soberano realiza no próximo dia 14 (sexta-feira), às 15h, debate ao vivo pelo Facebook com Carlos Fernando Andrade, carnavalesco do Bloco de Segunda, e o sociólogo Michel Misse, professor na UFF e na UFRJ, presidente do bloco Maracangalha, sobre os ataques da Prefeitura do Rio ao Carnaval. 
 
Sem público presente, com duração aproximada de 90 minutos, o Soberania em Debate com o tema “O Carnaval de rua do Rio agoniza, mas não morre” será transmitido pela internet e estará aberto a perguntas na página do SOS Brasil Soberano: www.facebook.com/sosbrasilsoberano
 
Com mediação do historiador Francisco Teixeira, o debate também vai abordar as tentativas de censura e as críticas feitas por integrantes de igrejas neopentecostais ao samba-enredo deste ano da Mangueira -- “A Verdade Vos Fará Livre” --, que atualiza a mensagem de Cristo no contexto real da atualidade, de intolerância e violência: “Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma”, explica no site da escola o carnavalesco Leandro Vieira. “Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens. O amor irrestrito ainda assusta. A diferença jamais foi entendida. Estender a mão ao oprimido ainda causa estranheza. Seria torturado com base nas mesmas ideias.”
 
Na esfera municipal, o cerceamento ao Carnaval carioca, inclusive a agremiações com mais de 30 anos de tradição, traduziu-se, este ano, em medidas da Prefeitura como corte de verbas, exigências incompatíveis com o porte das blocos, mudanças nos seus horários de desfile, em meio ao descaso do governo do Estado. O papel do ataque ao Carnaval como eixo do projeto autoritário mais amplo do bolsonarismo é parte desta discussão.
 
Participantes
 
Carlos Fernando Andrade – Mestre e doutor em Urbanismo pela FAU/UFRJ, foi presidente do IAB/RJ e superintendente regional do Iphan. Atualmente está à frente de seu escritório de projetos urbanos e preservação arquitetônica, Urbanacon. É fundador e carnavalesco do Bloco de Segunda, agremiação que ajudou a reerguer o Carnaval de rua da cidade e desfila há 32 anos em Botafogo.
 
Michel Misse – Professor do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ e professor visitante do Programa de Pós-graduação em Justiça e Segurança Pública da UFF. Fundador e atual presidente do  Maracangalha, bloco que, além de desfilar com samba próprio, homenageia as marchinhas e sambas-enredo históricos.
 
Mediação: Francisco Teixeira da Silva – Professor titular de História Moderna e Contemporânea/UFRJ, professor titular do CPDA/UFRRJ. Prêmio Jabuti, 2014.
 
. O Movimento SOS Brasil Soberano é uma ação do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge RJ), que envolve a realização de eventos e a produção de conteúdos, com o objetivo de contribuir para um projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e justiça social.
 

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